É antiga a minha paixão pela pintura; só nunca imaginei chegar aonde cheguei. Sempre pintei por amor, para satisfação pessoal, para o meu público doméstico, amigos e sem maiores pretensões; daí, repito, a minha surpresa pelo aplauso generoso que me dedicam hoje.
Costumo dizer que a literatura é, pela minha ótica, a arte maior, mas por escrever sem maiores voos e por desenhar com facilidade, resolvi, há muito tempo, ilustrar histórias e isto me completou.
Comecei ilustrando os contos de meu pai – o escritor cearense Moreira Campos -, depois ilustrei outros autores, frases de poetas de minha admiração e, assim, fui me escudando nos grandes mestres para colorir minhas estórias mais preciosas.
No momento estou ilustrando frases que falam de ontem, do antigo. Exemplo: “Minha irmã, sinto falta de namorados à tua janela.” (Francisco Carvalho, poeta cearense). Outra: “Onde a minha casa colonial? O meu jardim? O meu muro e a minha nuvem? Hoje o meu sol é o meu abajur”.
E assim vou vivendo feliz entre livros, tintas e pincéis.
Badida
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